Além do Projeto Artistas do Futuro, que apresenta obras de grandes mestres da pintura, realizado em três edições na Escola Emília Ximenes Capozoli, há três anos participo também, na mesma escola, do evento que marca o Dia dos Pais, buscando integrar crianças e familiares, promovendo uma maior participação dos pais no cotidiano da instituição.
No dia 10 de agosto de 2019, com a psicóloga Suzana Graciano e a fisioterapeuta - coach Aline Poli, a convite e com total apoio da direção, funcionários e professores, participamos de novo evento que promoveu a confraternização de cerca de 150 alunos e pais.
Enquanto Suzana Graciano e Aline Poli ministravam palestra para os pais, fiquei no ginásio da escola com as crianças e pedi que cada um produzisse um bonequinho retratando o pai ou o adulto responsável. Para realizar a oficina com cerca de 70 crianças, contei com o apoio das professoras e do aprendiz Rodiney de Jesus.
Os alunos produziram as peças em colagem com recortes de revistas e, na sequência, cada criança escondeu o bonequinho - presente em um local dentro das dependências da escola.
Ao término da palestra, que tinha entre outros objetivos promover uma maior afetividade entre pais, filhos e instituição escolar, as crianças abraçaram seus pais e os vendaram. Com os olhos vendados, os pais foram conduzidos pelas crianças até o local que o bonequinho-presente havia sido escondido.
A dinâmica, idealizada pela fisioterapeuta e coach Aline Poli, colocou em evidência, simbolicamente, a questão da confiança mútua.
Acredito que as fotos mostram claramente que o objetivo da escola e da nossa equipe foram plenamente alcançados, até mais do que o imaginado. Agradeço às parceiras Suzana Graciano e Aline Poli por todo o empenho e à equipe, direção, funcionários e professores da Escola Emília Ximenes Capozoli pelo carinho da oportunidade e, sobretudo, pela confiança empenhada.
As oficinas no Lar Joanópolis fazem parte de um projeto voluntário, realizado em parceria com a fisioterapeuta Aline Poli, desde 2012.
No dia 29 de maio de 2019 realizamos mais uma oficina para os idosos do Lar Joanópolis com o apoio de Geiza Mirela, professora de educação física e de Rodiney de Jesus, aprendiz do Ateliê Silvio Alvarez.
Desta vez a oficina privilegiou a colagem de cores e formas. Falei aos idosos sobre as formas presentes em nossa vida, do formato da mesa, do relógio, da bandeirinha de São João, entre outras.
Pedi também para que cada idoso me dissesse a cor que mais gostava.
Levei já preparadas formas geométricas das mais variadas cores, recortadas de revistas. Em bandejinhas de isopor distribuídas nas mesas, os idosos puderam escolher livremente.
Levei um quadro como referência e pedi eu cada idoso produzisse o seu. Trabalho sempre com a seguinte máxima para a preservação das possibilidades terapêuticas da atividade: de que os realizadores de oficina e cuidadores podem, e devem, auxiliar aqueles com deficiência e restrições físicas, não devendo, porém, influirem na escolha das figuras e na decisão de onde colá-las.
Espaço Philippe Noiret, em Clayes Sous Bois, França Nos meses de abril e maio de 2019 participo, pela segunda vez, do Projeto Coletivo Terras Indígenas, uma iniciativa da artista plástica Claudia Campos, que reside na França. A exposição da edição 2019 acontece no espaço Philippe Noiret, em Clayes Sous Bois, na região metropolitana de Paris.
Terras Indígenas, criado em 2005 por Claudia Campos, é um projeto interativo com artistas convidados e propõe que cada participante crie um trabalho artístico inspirado num povo indígena. Na edição 2019, pela primeira vez, houve a participação de artistas plásticos indígenas.
Participo com o quadro Kaali - the master of gardens – collage sobre MDF – 30 x 30 cm - 2019, contando, mais uma vez, com a consultoria do antropólogo e professor de religião, americano, Robin Wright, especializado em religiões indígenas sul-americanas.
O quadro Kaali, em exposição no Espaço Philippe Noiret
O quadro traz, no centro, o desenho de autoria do jovem Felipe da Silva de 21 anos, filho de um pajé Baniwa, representando o mito indígena Kaali. Felipe da Silva pertence à aldeia Uapui Cachoeira, Rio Aiary, município de Sao Gabriel da Cachoeira - AM.
Os Coripaco vivem na Colômbia e no Alto Içana (Brasil). Já os Baniwa vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela. As duas etnias, aparentadas e vizinhas, têm em sua cultura muitos pontos em comum.
Os objetivos principais do projeto são de permitir aos participantes e ao publico : - de descobrir a diversidade das culturas indígenas do Brasil - de compreender a complexidade da vida em que estão inseridos atualmente - de compreender a relação deles com a natureza, seus saberes tradicionais, valores sociais e culturais, o uso da tecnologia, a formação acadêmica para fortalecimento dos povos, o feminismo...- de construirmos uma visão diferenciada, com menos estereótipos e mais respeito sobre os indígenas - de estabelecer um dialogo entre as pessoas de origem indígena, os participantes do projeto e o grande publico.
Participo pela segunda vez do projeto Terras indígenas. Na minha primeira participação, em 2010, em exposição realizada no Memorial dos Povoos Indígenas, em Brasília, com o quadro A Criação, também abordei as etnias irmãs Baniwa – Coripaco com a consultoria do antropólogo Robin Wright.
Que incluía a História da Criação, a ele transmitida pelo xamã Baniwa Matteo Pereira e muitas fotos.
Para compor o quadro A Criação (colagem sobre madeira – 40 x 38 cm) me baseei em elementos fornecidos pelo antropólogo: a História da Criação, a ele transmitida pelo xamã Baniwa Matteo Pereira e fotografias de sua autoria.
“Ele (o Criador) foi para o umbigo do universo em Hipana. (uma cachoeira, onde teriam sido criados todos os povos da região). Ele ouviu as pessoas saindo do umbigo (um buraco no meio da cachoeira, na rocha, de onde saíram os antepassados dos povos). Eles saíram um após o outro e Ele deu a cada um a sua terra. Então Ele começou a noite, o cesto contendo a noite abriu-se um pouco e a noite veio cobrindo o mundo em trevas”.
Gratidão Cláudia Campos por mais esta carinhosa oportunidade!
A artista plástica brasileira Cláudia Campos. Foto: RFI
Confira artigo da jornalista Márcia Bechara - RFI
Protagonismo indígena do Brasil nas artes plásticas é tema de exposição na França
No dia 18 de março de 2017 realizei a primeira Oficina de Artes da Família na Casa da Cultura de Joanópolis, reunindo crianças e adultos, com o tema Leonardo da Vinci e o quadro Mona Lisa.
A iniciativa é da Prefeitura de Joanópolis, por intermédio da Secretaria Municipal de Assistência Social / CRAS e Secretaria Municipal de Educação e Cultura com apoio da Casa de Cultura Pró-Joá.
A oficina de Artes da Família, em Joanópolis, acontece uma vez por mês, aos sábados, das 10:00 às 12:30 horas. Nos dias que antecedem a oficina visito as duas escolas de Ensino Fundamental I, EMEF José Benedito de Salles Bayeux e EMEF Emília Ximenes Capozolli, classe por classe, e, de forma bem humorada, convido as crianças para o evento, acompanhada de seus responsáveis.
O jornal Tribuna da Cidade destaca a realização da Oficina de Artes da Família em Joanópolis
Na primeira hora da oficina, sempre de forma lúdica, apresento vida e obra do pintor célebre escolhido para na sequência propor que crianças e adultos produzam uma releitura em colagem de um quadro específico. Na primeira oficina falei de Leonardo da Vinci e os participantes produziram uma releitura da consagrada obra Mona Lisa empregando recortes de revistas e uma reprodução do quadro em papel couchê.
A presença de crianças e pais superou todas as expectativas. A primeira oficina contou com a presença e apoio da Secretária de Educação e Cultura de Joanópolis, Concheta Célia Conte e de diretoras e professoras das escolas municipais. Agradeço às orientações, carinho e presença constante da professora Neide Rodrigues Gomes. Agradeço ao primordial apoio da Casa da Cultura de Joanópolis - ONG Pró-Joá, na pessoa do seu presidente Rafael Gonçalves de Oliverira, sua esposa Josine Criselari e do estudante de artes visuais Tiago Tucci, que estão sempre ao meu lado nesse grande desafio.
A ideia da realização da Oficina de Artes da Família, em Joanópolis, surgiu a partir do Projeto Artistas da Futuro, que vem atendendo alunos e professores das escolas municipais desde 2011.
O Projeto Artistas do Futuro foi criado em Joanópolis, em 2011, com o intuito de fornecer conteúdo adicional aos professores da rede pública de ensino, a respeito de arte e arte educação. Além de Joanópolis, desde sua criação, o projeto já atendeu cerca de 12 mil crianças em diversos municípios paulistas: Joanópolis, Piracaia, Santos, Cubatão, São Vicente, Guararema, Suzano, Guarulhos, Irapuã, São José do Rio Preto, Guapiaçu, Porto Ferreira, Mococa e Araçatuba.
Este trabalho convida o aluno à compreensão do saber estético e à construção de novos saberes artísticos. Entender a arte como conhecimento, trabalho e expressão próprios do ser humano leitor e transformador do mundo, é a tarefa do professor, articulando seus eixos criativos e expressivos na interdisciplinaridade, por meio do processo criativo.
A proposta do projeto é auxiliar no diálogo com o mundo: observar, refletir, compreender, expressar, fazer, compartilhar, despertando o talento dos jovens artistas.
A colagem, além de estimular a criatividade na expressão por meio da renovação de imagens, propicia a desconstrução e construção de cenas cotidianas, pode atuar também como eficiente instrumento de arteterapia possibilitando o treinamento do raciocínio e da coordenação motora.
Acreditamos que a técnica, por propor o emprego de imagens disponíveis em revistas, pode atenuar o distanciamento do público infantil para com a arte, estimular a criatividade e o espírito crítico de forma bastante ampla.
Utilizada há muito como ferramenta didática nas escolas, com os graves problemas ambientais contemporâneos, a colagem ganha outra importante função: a de auxiliar na conscientização a cerca da importância da reutilização e da reciclagem dos materiais.
Oficinas - metodologia
Sempre de forma lúdica, falo da importância da arte em nossa vida (sensibilidade – criatividade – externar de emoções), ensino o básico da técnica de colagem e apresento obras de grandes mestres da pintura do Brasil e do mundo, sugerindo uma visão crítica. Na terceira etapa do projeto o tema central é A Arte de Observar.
Proponho que os participantes produzam releituras empregando a técnica da colagem, em papel cartão (15cm x 15cm), mesclando imagens das obras célebres (reproduções em papel couchê) e recortes de revistas.
Assista à reportagem sobre o Projeto Artistas do Futuro em Joanópolis na TV Globo Vanguarda Paulista