domingo, 28 de agosto de 2011

Colagem - Silvio Alvarez no Programa Paratodos da TV Brasil




Recentemente fui contatado pela TV Brasil para gravar uma reportagem para o Programa Paratodos. O programa Paratodos é uma revista eletrônica com enfoque na cultura popular e voltada para “jovens de qualquer idade”. Todos os sábados, manifestações artísticas de todo o país podem ser vistas na tela.

“Vamos mostrar no Paratodos manifestações culturais da periferia, dos grupos mais distantes do mercado cultural”, explica o gerente de jornalismo da TV Brasil em São Paulo, Florestan Fernandes Júnior.

“Queremos fazer uma revista de cultura que não seja pautada pela agenda do eixo Rio-São Paulo. É esse o nosso diferencial", diz Márcia Dutra, editora-chefe.

A matéria a respeito do meu trabalho de colagem foi gravada em duas oportunidades, no meu ateliê em Joanópolis e enquanto eu desenvolvia um projeto com os jovens do Instituto Reciclar, na comunidade do Jaguaré.




A repórter responsável pela matéria, Maiá Prado, é uma profissional incrível, daquelas que demonstram amar profundamente o que fazem. Ela me deixou super à vontade, nem gaguejar eu gaguejei. Maiá, a meu ver, conseguiu, com extremada competência e dedicação, captar a essência da minha proposta de trabalho.

Tenho muito a agradecer a TV Brasil pelo espaço e empenho em produzir uma matéria tão completa, fiel à proposta e com tanta qualidade. O resultado é um registro lindo e para a vida toda!

video

Site do Programa Paratodos

Outras reportagens a respeito do meu trabalho

Entrevista para o Nestlé com Você
http://youtu.be/niAbLyPjv6o

Reportagem TV Globo - Planeta Vanguarda
http://youtu.be/iyDIpYZEeTI 

Entrevista para o Programa Ciclo Vivo

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Estudar Vale a Pena


É com grande alegria que participo da blogagem coletiva neste Dia do Estudante, 11 de agosto de 2011, denominada Estudar Vale a Pena. Tema este que é também o nome da campanha que o Instituto Unibanco desenvolve em escolas públicas de Ensino Médio.


O post de hoje é também uma oportunidade de homenagear meu pai, Noely Alvarez, que faleceu em 2005 e que amava estudar. Durante toda a sua vida, meu pai reiterou a importância do estudo e demonstrou, na prática, que tudo o que se aprende tem muito valor, se não diretamente na área profissional escolhida, para sermos pessoas melhores.


Tentei voltar mais tarde para uma sala de aula e não consegui. Sigo em frente como artista plástico, mas percebo que a minha carreira seria outra se hoje estivesse com a minha graduação em jornalismo (que era a minha vontade à época), em psicologia ou artes plásticas. Mas quem sabe? Ainda não desisti da idéia.

O estrago só não foi maior porque estudei em boas escolas e porque meu pai sempre dava um jeito de me manter motivado. Aos 7 anos de idade, me presenteou com um jogo da memória com todas as bandeiras do mundo. Ele comprou dois fascículos que traziam as bandeiras dos países, colou-as em duplicidade em papel cartão e deixou que a minha imaginação fizesse o resto. As bandeiras que faltavam, ele produziu colando pedacinhos de papel de revistas. Creio que foi neste momento que o meu pai plantou neste ser intuitivo e arteiro a idéia da colagem. Além disso, até hoje sei de cor quase todas as bandeiras do mundo o que despertou também a curiosidade de conhecer outras culturas.

Eu dediquei horas e mais horas dos meus petizes dias a brincar com aquelas bandeirinhas. Com um dado, gostava de promover campeonatos de qualquer coisa envolvendo as nações.



Na escola, podia não ser o melhor da classe, mas sempre fui muito participativo. Ninguém pode dizer que não fui um aluno atuante. Fui eleito presidente do Centro Cívico na escola municipal e atuei como diretor de teatro e editor do jornal do Liceu Pasteur. Também no Liceu Pasteur, cheguei a conseguir o empréstimo de dois automóveis, um calhambeque e um moderno, para o estande da Feira de Ciências, entre outras interessadas e pertinentes estripulias estudantis.

Nunca pensei de desistir dos estudos porque a escola era também a minha maior diversão. As atividades extracurriculares, sobretudo, me encantavam. Produzir trabalhos e cartazes com colagem de recortes de revistas, então, era uma verdadeira festa. Outro ponto que quero reiterar é a importância da participação dos meus pais em todo esse processo, foi fundamental.

Outro bom exemplo da participação do meu pai aconteceu já no primeiro ano do colegial. O professor de biologia pediu para que coletássemos insetos para posteriormente classifica-los. Meu pai me levou em todos os parques municipais e, juntos, coletamos centenas de exemplares. Peguei tantos insetos que algumas espécies devem estar em risco de extinção até hoje. Tirei 9,5! E mais importante do que a nota foi tudo o que aprendi com o trabalho, além da diversão de passear e curtir meu pai, lógico.

Com 16 anos, ainda no Liceu Pasteur, atuei em teatro amador na Biblioteca Viriato Correa, pertinho da escola. E por editar o jornal do colégio acabei também escrevendo para revistas de bairro e para jornais do interior do estado. Nesta época conheci a Miriam Martinez, então assessora de imprensa da gravadora RCA Victor, e passei a ser convidado para coletivas de imprensa com grandes nomes da nossa música. Na foto abaixo, com o saudoso Luiz Gonzaga e a turma toda do jornalismo musical da época. Era o caçula da galera.

O mais legal é poder constatar que hoje tenho a oportunidade de dividir parte de todo este aprendizado com as crianças e jovens que participam das minhas oficinas. No SESC Ipiranga, em 2008, com a participação de adolescentes da comunidade de Heliópolis, produzi um painel de 5 metros representando o mapa-mundi. Os jovens tinham de pesquisar na internet o que colar em cada parte do mapa. Foi uma experiência incrível que me fez lembrar do meu pai e dos tempos de escola.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Arte da Conscientização Ambiental


Há cerca de dois anos, descontente com o não aproveitamento do material que sobrava da minha produção como artista plástico de colagem, acabei por conhecer Dona Nêga, uma senhorinha de 70 anos que recolhe papelão e outros recicláveis aqui na cidade em que resido, Joanópolis, a 100km de São Paulo. Com o vigor de uma jovem de 18 anos, Dona Nêga complementa sua aposentadoria vendendo o material que recolhe à reciclagem. Pensei cá com meus botões: se ela sozinha faz tanto, se ela sozinha pode mudar toda uma realidade de vida, por que o mundo não pode?


O tempo passou e, ao julgar que poderia contribuir mais com ela e com o planeta, propus aos vizinhos que reunissem seus recicláveis em minha casa para assim repassa-los. Hoje são 7 residências que fomentam a iniciativa.

Como uma atitude positiva leva à outra, determinei que, a partir desse momento, a minha arte estaria para sempre associada à conscientização ambiental, ao estímulo do consumo consciente e do reaproveitamento dos materiais. Passei, então, a relacionar as minhas oficinas, para crianças de todas as idades, a esse conceito, classificando-as como atividade de arte e conscientização ambiental.

A resposta por parte do público, dos espaços culturais e das empresas mostrou que o caminho era esse. Foi dessa forma que também nasceu a idéia de propagar o conceito da colagem como ferramenta didática para a conscientização ambiental das futuras gerações.

Com a atividade lúdica de reaproveitar com arte conseguimos dizer tudo sem a necessidade de longos e cansativos discursos. Trabalhamos assim, junto à garotada, pais e professores, o que classifico como “reconceitualização do lixo”. Ao valorizarmos o que é descartado, passamos a pensar sua destinação adequada e a consumir com mais critério, naturalmente.



Oficina Pritt de Criatividade para cerca de 2.500 crianças e pais em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte - Fevereiro e março de 2011
Foto: Silvio Tanaka



Oficina para a Editora Abril no evento Planeta no Parque – Parque Ibirapuera, São Paulo
Janeiro de 2011 - Foto: Silvio Tanaka



Oficina para professores da rede municipal de Palmas - Tocantins – Junho de 2011


Oficinas para crianças no Planetário da Gávea durante a Rio+20 2012.



Oficina para alunos da Escola em Tempo Integral Dona Lindú, em Palmas – Tocantins
Junho de 2011



Oficina para alunos do curso de Pedagogia da FESB, em Bragança Paulista, SP
Maio de 2010 - Foto: Zé Goulart


Oficinas para alunos da Escola Bosque


Oficina para alunos dos cursos de Pedagogia e de licenciatura em Artes Visuais
da FAAT Faculdades, em Atibaia - Agosto de 2012. 




Oficina para professores na Universidade Estadual de Maringá  – Novembro de 2012