sexta-feira, 1 de julho de 2016

Escolas de Mococa EMEBs promovem oficinas de colagem com alunos e pais a partir de projeto realizado pelo artista plástico Silvio Alvarez na cidade




De 11 a 20 de abril de 2016 realizei 32 oficinas do projeto Artistas do Futuro em 12 EMEBs (pré-escolas) da rede pública de Mococa – SP. Foram atendidas mil crianças de 4 e 5 anos, em oficinas de colagem de 2 horas de duração com média de 30 participantes. Além das oficinas nas escolas realizei 3 oficinas para professores na Casa de Cultura Rogério Cardoso.



Posteriormente, as crianças das escolas municipais que participaram das minhas oficinas do Projeto Artistas do Futuro puderam visitar a exposição na Casa da Cultura e conhecer de perto o meu trabalho.



Duas das escolas em que o projeto foi realizado, a EMEB Alice Rezende Bernardes e a EMEB Prof. Washington Guedes Carneiro tiveram a iniciativa de empregar a técnica artística assimilada e promover oficinas de colagem envolvendo alunos e pais. 

As crianças necessitam de que seus pais participem de suas vidas. Promover eventos assim é inserir os pais no cotidiano dos alunos, é propiciar que a referência artística vivenciada extrapole os muros da escola. 

Oficina de colagem com os pais na EMEB Alice Rezende Bernardes – Profa. Valdirene e Profa. Josiane Andreassa – Jardim II





Oficina de colagem com os pais na EMEB Washington Guedes Carneiro – Profa. Elaine Sousa Santos – Jardim II






Parabéns às professoras Valdirene e Elaine pela iniciativa de estimularem a presença dos pais na escola e obrigado por darem sequência ao Projeto Artistas do Futuro, além das oficinas que realizei na cidade. Parabéns coordenadoras e diretoras por visionarem e fomentarem as necessidades supridas pelas iniciativas de suas professoras. 

Contato Silvio Alvarez

silvioalvarez@uol.com.br 

www.silvioalvarez.com.br

domingo, 26 de junho de 2016

Artista plástico Silvio Alvarez realiza palestras – oficinas de colagem para jovens e adultos no CIEJA Sé Cambuci






Nos dias 22, 23 e 24 de junho de 2016 realizei palestras – oficinas de colagem para mais de 600 alunos do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos – CIEJA Sé Cambuci. Esta foi a segunda vez que atendi os alunos do CIEJA, na ocasião anterior, em 2014, realizamos oficinas básicas de colagem.





O CIEJA foi criado com o objetivo de promover uma ação educativa que considere as características dos jovens e adultos, contemple novas formas de ensinar e aprender e implante um modelo que articule a educação básica e a educação profissional, propiciando um espaço de convívio, lazer e cultura, bem como um espaço de discussões sobre o mundo do trabalho e cultura, constituindo-se como alternativa de inclusão de jovens e adultos no mundo sócio-escolar. Em toda a capital da São Paulo existem 15(quinze) unidades de CIEJAs. 










Cerca de 150 participantes são alunos integrantes do programa Transcidadania, que tem como objetivo promover a reintegração social e  incentivar a colocação profissional para travestis e transexuais na cidade. 

Nas palestras – oficinas contei a minha história de vida, falei da importância da arte em nossa vida (externar emoções, sensibilidade e criatividade), apresentei vida e obra de 5 artistas célebres (Leonardo da Vinci, Pablo Picasso, Vincent Van Gogh, Salvador Dalí e Almeida Junior) e os alunos puderam produzir releituras das obras utilizando reproduções fotográficas das mesmas e recortes de revistas.










Foram 3 dias de muita alegria, arte e emoção no CIEJA Sé Cambuci. Quero agradecer à diretora Maria Adélia Ruotolo, às coordenadoras Rosana Giannoni, Dani Gonini e Denise Felipe, aos professores, funcionários e alunos por todo o carinho, atenção que me dedicaram durante estes dias. Lecionar no CIEJA é uma experiência maravilhosa que todos os profissionais de educação teriam de vivenciar! 












Contato com Silvio Alvarez

www.silvioalvarez.com.br

silvioalvarez@uol.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2016

Professora de Santo André apresenta Colagem de Silvio Alvarez aos alunos para alertar sobre o perigo da dengue




A professora Marigle De Oliveira Rampega conheceu o meu trabalho por intermédio de uma amiga em comum, a também professora Adriana Ruiz Paino, que já participou de dois dos meus cursos de colagem. 

O projeto foi desenvolvido com os 9° anos das Escolas Prof. Rubens Moreira da Rocha e Dr. Luiz Lobo Neto, de Santo André – SP. 





Marigle visionou que minhas composições de colagem seriam uma boa ferramenta em sala de aula. A ideia da professora foi a de utilizar a técnica para falar a respeito dos perigos da dengue, de forma lúdica e eficiente. 



“A proposta foi chamar atenção para o tema da dengue que é um dos projetos da escola. Os alunos tinham que criar composições com imagens das revistas, sem usar textos. E suas explicações sobre o que haviam produzido foram tão criativas. Fiz minha colagem com o tema da dengue para mostrar como exemplo para os alunos.” 
Profa. Marigle de Oliveira Rampega

Parabéns pela iniciativa, Mari. A colagem permite desconstruir o mundo para que possamos reconstruí-lo a nosso modo. Você deve ter percebido que quando o aluno consegue se enxergar como potencial criador, e a colagem é extremante democrática neste sentido, a tarefa de transmitir conceitos, de ensinar, é facilitada. 

Contato com Silvio Alvarez


sábado, 18 de junho de 2016

Professoras apresentam trabalho de colagem do artista plástico Silvio Alvarez para celebrar o dia dos namorados




É sempre uma grande alegria quando professores de todo o país entram em contato para contar suas iniciativas envolvendo meu trabalho de colagem. Desta vez a iniciativa partiu da Profa. Fátima Amaro, de Lingua Portuguesa, e da Profa. Laise Rebeca, responsável pela sala de leitura, da EMEF Prof. Esmeralda Salles Pereira Ramos, na Zona Norte de São Paulo.

Minha alegria ainda é maior, neste caso em especial, pois o meu trabalho compôs também uma iniciativa de incentivo a leitura.





Batizado de Celebração do amor, o projeto, voltado aos alunos dos 7° anos da EMEF Prof. Esmeralda Salles Pereira Ramos, incluiu um trabalho de pesquisa de como o Dia dos Namorados é comemorado em outros países. As professoras apresentaram os meus trabalhos de colagem e propuseram aos alunos que produzissem releituras utilizando imagens de olhos e bocas. 







Os alunos também tiveram a oportunidade de aprender o que são Haicais, forma poética de origem japonesa, constituída de traços específicos.



As professoras propuseram a produção de cartões do Dia dos Namorados, utilizando a as expressões artísticas e poética da Colagem e dos Haicais. Os trabalhos finalizados foram expostos em um mural da escola. 



No encerramento do projeto houve um evento especial na sala de leitura, no qual foram apresentados novos livros recebidos na escola. O evento para a troca dos cartões ofereceu aos alunos guloseimas, clipes de música romântica, pétalas de rosas e, sobretudo, estímulo à leitura.






“Um prazer ter feito este trabalho inspirado na riqueza da sua obra. Essa ideia de mostrar às crianças que elas são "fazedoras" sempre me fascinou. Conheci seu trabalho numa oficina de professores há alguns anos, com uma professora de artes. Acho que foi em 2012... Desde lá, o acompanho. Visito seu blog regularmente. Daí minha amiga, professora da sala de leitura, Laise Rebecca, me deu o contexto: um mural para celebrar o Dia dos namorados. O trabalho é nosso, destaco isso, pois somos parceiras em tudo!”                                                                         
                                                                               Professora Fátima Amaro 

Agradeço às professoras Fátima Amaro e Laise Rebecca pela iniciativa que muito valorizou o meu trabalho junto aos jovens. Este é meu combustível para seguir sempre em frente e enfrentar os desestímulos. Tenho observado muitas críticas ao sistema educacional e penso que estas, em sua maioria, desconsideram o esforço de grande parte dos professores, a meu ver, heróis. Que mesmo sem a motivação e estrutura necessárias, com criatividade apurada, encontram uma forma de compensar o que merece e ainda tem de ser aprimorado. Costumo dizer que a vida de crianças e jovens carece, sobretudo, de referências, sejam elas culturais ou sociais. Além de aprender a ler e escrever nossos alunos precisam de horizontes. E quando os professores conseguem que os alunos se enxerguem como potenciais criadores, a mágica toda acontece.  

Contato com Silvio Alvarez

www.silvioalvarez.com.br 

silvioalvarez@uol.com.br  

terça-feira, 14 de junho de 2016

Projeto Artistas do Futuro - releituras, a Colagem a serviço da arte educação




Há alguns anos tomei contato com o trabalho desenvolvido pela professora de artes Simone Santiago, da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Na ocasião a professora desenvolveu com seus alunos a proposta de releituras digitais de obras célebres. Foi o trabalho da professora Simone que me trouxe a inspiração para a criação do projeto Artistas do Futuro.  



Na mesma época, ao realizar uma oficina para professores, uma participante desenvolveu um trabalho na linha da pop art e quis saber mais do se tratava, pois desconhecia o movimento artístico. 

Raciocinei a respeito da realidade brasileira no ensino da arte e, apesar do esforço de muitos professores, concluí que a grande maioria dos alunos chega ao ensino médio e à idade adulta desconhecendo a existência da Mona Lisa. 



Mais do que erudição a arte referencia a criança a enxergar o mundo com sensibilidade, a raciocinar, a criar, a desbravar horizontes além daqueles referenciados pelos seus pais ou por seu meio social e cultural.   

A partir dessas inspirações criei o Projeto Artistas do Futuro, desenvolvido em escolas públicas brasileiras com apoio espontâneo de empresas ou por intermédio de Leis de Incentivo. Voltado a crianças e jovens, da pré-escola ao ensino médio, o projeto acontece nas próprias salas de aula. Em uma oficina com duração de duas horas, com público médio de 30 alunos, apresento 5 obras célebres e proponho a seguir a produção de releitura em colagem de uma das obras, empregando recortes de revistas e uma reprodução fotográfica do quadro escolhido. 




Muito se questiona a validade de se propor a produção de releituras no ensino da arte. Acredito que o que pode fazer total diferença é a forma e a profundidade com que se apresenta a obra ao aluno previamente. Na apresentação das obras, opto sempre pelo caminho da ludicidade, seja qual for a faixa etária do aluno. A meu ver a arte deve referenciar a criança ou o jovem relacionada à algo prazeroso, divertido. Vejo também que, quando não há o estudo da arte com profundidade no currículo regular, a releitura oferece a oportunidade de se tomar contato com a arte de forma mais próxima, rompendo fronteiras, distanciando o aluno do conceito de que arte é para poucos e que deve permanecer inviolável entre as paredes dos museus. 

Penso que certos questionamentos a respeito do emprego das releituras em sala de aula deveriam ser deixados de lado no Brasil até que outras prioridades educacionais fossem supridas. Neste momento, todo contato com a arte proporcionado ao aluno, seguindo os critérios básicos,  pode desencadear seu interesse pela pesquisa e, por conseqüência, fazê-lo desbravar o universo da arte, este já sabedor de sua importância. Questionar a utilização de releituras na arte educação, a meu ver, é semelhante de se inquirir a respeito da validade dos gibis para o estímulo à leitura, eles sozinhos não são de fundamental valia, mas podem ser muito importantes para que a criança adquira o hábito da leitura para toda a vida. 




Nas minhas oficinas do projeto Artistas do Futuro, antes de apresentar as obras e seus autores, procuro transmitir conceitos que contextualizam a arte no dia-a-dia de todo ser humano. Sempre por intermédio de dinâmicas lúdicas, questiono o porquê do homem das cavernas já rabiscar paredes, apresento a arte como um dos meios de sensibilização e do desenvolvimento da criatividade, trato também da arte antes e depois da fotografia, além de outros conceitos que possam aproximar a expressão artística do cotidiano do aluno. Na pré-escola ainda cito os vários tipos de arte que existem. Creio que o mais importante neste processo da releitura é a possibilidade do contato do aluno com o universo criativo de cada artista. Sem falar, é claro, na conscientização ambiental, ao estimular a reciclagem dos materiais por meio da técnica de colagem, reaproveitando revistas usadas.  


“Sou como as crianças da escola. A página em branco está bem escrita, mas, de repente... Um borrão! Ainda sigo nos borrões... E tenho 40 anos”.  Pierre-Auguste Renoir 

O projeto Artistas do Futuro é realizado em três formatos, independentes ou seqüenciados, cada um deles com 5 obras e 5 pintores diferentes. 

No primeiro, ideal para a pré-escola ao 3° ano, apresento: Mona Lisa – Leonardo da Vinci, O Retrato de Dora Maar – Pablo Picasso, Morro da favela – Tarsila do Amaral, Barco com bandeirinhas e pássaros – Alfredo Volpi e Meninos brincando – Cândido Portinari.  





No segundo, apresento: Rosa e Azul – Pierre-auguste Renoir, Os girassóis – Vincent Van Gogh, A dança  - Henri Matisse, Persistência da memória – Salvador Dalí e O violeiro – Almeida Junior.





No terceiro, ainda em elaboração, serão apresentadas obras dos seguintes artistas: René Magritte, Frida Kahlo, Andy Wahrol, Maurits Cornelis Escher e Aldemir Martins. 





Depois de falar a respeito da importância da arte em nossas vidas, apresento as cinco obras e falo dos seus autores, a criança escolhe um dos quadros mencionados, aquele com que mais se identifica, e recebe uma reprodução fotográfica 15 x 10 cm em papel couchê, e, busca nas revistas imagens com o conceito a ser alcançado em sua releitura.  O material é cola branca, pincel, tesoura e a base empregada para a produção é o papel cartão colorido 15 x 15 cm - 240 gramas. O papel cartão colorido para a escolha de uma cor específica é importante, sobretudo, para alunos da pré-escola até o 1° ano, pois nesta faixa etária deixo livre a proposta da textura de fundo e as crianças utilizam na composição a cor escolhida da base. 

Cerca de 8 mil crianças e jovens já participaram das oficinas do projeto Artistas do Futuro e o resultado é sempre maravilhoso. Os alunos se divertem a valer e trazem o seu cotidiano para as composições. Para os professores das salas atendidas abre-se um caminho gigante de pesquisa para as aulas em praticamente todas as disciplinas. 



Para prosseguir, o projeto Artistas do Futuro necessita sempre do apoio de empresas ou pessoas interessadas, que podem ocorrer de forma espontânea ou por intermédio de leis de incentivo. Entre em contato e tenha maiores informações. Em 2015, de forma espontânea, quem abraçou o projeto foi a Henkel (colas Pritt e Cascorez) por intermédio do Programa Make an Impact on Tomorrow - MIT. Em 2016, o projeto, por intermédio da lei de incentivo PROAC - ICMS os patrocinadores são Lojas Tanger, Móveis Província e Margírius.  

Abaixo trabalhos de alunos que participaram das oficinas do projeto Artistas do Futuro









Contato com Silvio Alvarez

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