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segunda-feira, 4 de março de 2019

Colagem – Esta técnica tem história - A curiosa história do cachorro de papel



Mortlake Terrace, quadro de William Turner, de 1826


Tomei contato com a história que compartilho a seguir ao ler Para apreciar a arte, livro do Prof. Antonio F. Costella. 


Prof. Antonio F. Costella

Antonio Fernando Costella é bacharel em direito pela Universidade de São Paulo, foi professor de História e Legislação dos Meios de Comunicação na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero e da Escola de Comunicações e Artes da USP. Lecionou durante cerca de 30 anos na UNITAU e foi também professor na universidade de Santos e na Escola Superior de Jornalismo do Porto, em Portugal.

O professor teve sua vida transformada ao adotar um cão vira-lata, o querido Chiquinho. Ao levar o animal ao veterinário foi comunicado que o cão morreria de saudades se ficasse sozinho por um longo tempo. Sendo assim, decidiu levar o novo amiguinho em sua viagem à Europa. A experiência – aventura rendeu um sucesso editorial. Dessa forma Costella teve a feliz ideia de escrever a série Patas, a começar por Patas na Europa, tendo o cão Chiquinho como narrador.

Em seu livro Para apreciar a arte, leitura obrigatória para quem deseja compreender e aprimorar o ritual da apreciação estética, o professor narra a história do quadro Mortlake Terrace, de William Turner. 

Romântico da Era Vitoriana, Turner foi um estudioso da luz. Interessava-lhe, especialmente, a aplicação da luz e sua incidência sobre as cores da maneira mais natural possível.

Durante o seu vernissage, em 1826, quando apresentou o quadro Mortlake Terrace, pintado totalmente contra a luz, eis que acontece algo sui generis na História da Arte. 

Turner vai almoçar e deixa a exposição sozinha. Um pintor amigo, supostamente rival, Edwin Landseer, ao apreciar a obra, julga que algo faltava alí. Especializado em pintura e escultura de animais, Landsheer não teve dificuldade para recortar um cachorro de papel e colá-lo na obra a seu bel prazer.



Ao retornar do almoço e deparar-se com a inesperada intervenção, William Turner, mesmo atônito, não ficou contrariado, ao invés disso gostou e aceitou a traquinagem artística do colega. Tomou a iniciativa, apenas, de complementar pintando o cãozinho de preto e reposicionando-o alguns centímetros para o lado. 

Landsheer é outro exemplo de amor à arte e aos animais. Em suas pinturas e esculturas, Sir Edwin Henry Landseer buscava apresentar a anatomia animal com reconhecida habilidade. Demonstrava também a tendência de humanizar e sentimentalizar essas características para destacar sua visão moral a respeito da vida.

Acredita-se que, no fim de seus 30 anos, o artista sofreu um colapso nervoso substancial e que, pelo resto de sua vida, viveu episódios recorrentes de melancolia, hipocondria e depressão, muitas vezes agravados pelo uso de álcool e drogas. Em julho de 1872, chegou a ser declarado louco por sua família.


The Chief Shepherd's Mourner, de 1837

Por pintar muitas cenas de caça, porém, seus trabalhos por vezes foram duramente criticados. O que, ao admirar algumas de suas pinturas, não parece, contanto, condizer com a realidade. Caso do quadro The Chief Shepherd's Mourner, de 1837.

Fonte:

Para apreciar a arte – Antonio F. Costella – Editora Senac

O cachorro de papel de Edwin Landseer – por Lora Taylor Gray
https://www.csmonitor.com/1989/1117/udog.html

Wikipedia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Fernando_Costella
https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Turner
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edwin_Landseer

Contatos Silvio Alvarez

www.silvioalvarez.com.br

silvioalvarez@gmail.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Oficinas de Colagem e Projeto Arte ao Cubo no SESC Palmas - Tocantins


Começo de ano é tempo de organizar a produção, pensar em novos caminhos, redirecionar os já traçados, e também de lembrar os projetos mais significantes do ano anterior. Aos poucos vou deixando meu blog devidamente atualizado. Hoje falo do projeto que desenvolvi para o SESC de Tocantins, em junho de 2011.

Tudo começou quando o Prof. Alexandre Araripe, da Educação Infantil do SESC de Palmas, realizou uma pesquisa na internet sobre arte sustentável. Ele apresentou aos seus aluninhos uma das reportagens a respeito do meu trabalho e propôs que estes produzissem uma série de colagens para uma exposição na unidade de Tocantins.



Foi por intermédio das redes sociais que fiquei sabendo da iniciativa do Prof. Alexandre. Emocionado por inspirar algo tão bacana com minha atividade arteira, respondi ao professor e começamos a conversar. Ele me contou como tudo aconteceu e, após este contato, apresentou o meu trabalho para o promotor cultural do SESC Tocantins, Vone Petson. Foi dessa forma que surgiu o convite para que eu inaugurasse o projeto de art specific Arte ao Cubo. Nesse projeto, cada artista convidado é chamado para interferir em três cubos de metal de 2,20m de altura.


Produzi 6 colagens de 30x30cm, uma para cada face, estas foram devidamente ampliadas e plotadas nos cubos. Foi uma experiência incrível! Os cubos de metal ficam bem ao lado da unidade SESC de Palmas e bem em frente a uma linda paisagem típica de cerrado. 





Convidado para a inauguração do projeto, e já que eu estaria em Palmas por alguns dias, julguei por bem sugerir ao SESC a realização de oficinas para professores e alunos da rede municipal. Com muita atenção, atendendo ao meu pedido, para que o projeto fosse viabilizado, foi firmada uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Além de inaugurar o Arte ao Cubo, realizei oficinas para 60 professores da rede pública e para 20 alunos da Escola Municipal em Tempo Integral Dona Lindú. Também realizei pocket oficinas para alunos da Educação Infantil do SESC, para os mesmos alunos que haviam produzido a exposição inspirada em meu trabalho.










O SESC de Palmas também promoveu uma exposição dos meus trabalhos no hall da unidade. Fiquei muito feliz com o convite e com o carinho e a atenção que recebi de toda a equipe. A inauguração contou com a presença de autoridades locais, apresentações musicais, discursos, descerramento de placa, fogos de artifício... Algo para jamais esquecer. 



Aproveito este post para deixar registrado aqui o meu agradecimento à toda equipe do SESC Tocantins, à Secretaria de Educação de Palmas, ao Prof. Alexandre Araripe, a Vone Petson, e também para mandar um grande abraço à todas pessoas que conheci quando da minha passagem por Palmas.


Conexão Tocantins
http://conexaoto.com.br/2011/06/17/palmas-tem-mais-um-espaco-para-exposicao-de-artes/



Aqui com Vone Petson e o Prof. Alexandre Araripe