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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Artista plástico Silvio Alvarez realiza terceira etapa do Projeto Artistas do Futuro em Joanópolis, na Escola Emília Ximenes Capozolli



De 3 a 7 de abril de 2017, realizei 20 oficinas de colagem do Projeto Artistas do Futuro para os alunos e professores da EMEF Emília Ximenes Capozolli, em Joanópolis. A iniciativa é da Secretaria de Educação e Cultura de Joanópolis. 

Além das oficinas para os alunos, no dia 4 realizei a palestra – oficina Arte e Sensibilidade para professores da EMEF Emília Ximenes Capozolli. 



Assista à reportagem da TV Globo Vanguarda a respeito da terceira etapa do Projeto Artistas do Futuro em Joanópolis. 



Agradeço ao Prefeito de Joanópolis, Mauro Garcia, à primeira dama Maria Isabel Suthoff , à Secretária de Educação e Cultura, Concheta Célia Conte, pela confiança empenhada e por estar sempre presente, à diretora Renata Aparecida Gonçalves Conti, vice-diretora Nadia Nassif Banhos, professores, alunos e toda a equipe de profissionais das escolas pelo incondicional apoio e carinho. "Sonho que se sonha só, é só um sonho. Sonho que se sonha junto, é realidade". 



O Projeto Artistas do Futuro foi criado em Joanópolis, em 2011, com o intuito de fornecer conteúdo adicional aos professores da rede pública de ensino, a respeito de arte e arte educação.  Além de Joanópolis, desde sua criação, o projeto já atendeu cerca de 12 mil crianças em diversos municípios paulistas: Joanópolis, Piracaia, Santos, Cubatão, São Vicente, Guararema, Suzano, Guarulhos, Irapuã, São José do Rio Preto, Guapiaçu, Porto Ferreira, Mococa e Araçatuba. 



Este trabalho convida o aluno à compreensão do saber estético e à construção de novos saberes artísticos. Entender a arte como conhecimento, trabalho e expressão próprios do ser humano leitor e transformador do mundo, é a tarefa do professor, articulando seus eixos criativos e expressivos na interdisciplinaridade, por meio do processo criativo.

A proposta do projeto, criado e coordenado pelo artista plástico Silvio Alvarez, é auxiliar no diálogo com o mundo: observar, refletir, compreender, expressar, fazer, compartilhar, despertando o talento dos jovens artistas. 




A colagem, além de estimular a criatividade na expressão por meio da renovação de imagens, propicia a desconstrução e construção de cenas cotidianas, pode atuar também como eficiente instrumento de arteterapia possibilitando o treinamento do raciocínio e da coordenação motora. 
Acreditamos que a técnica, por propor o emprego de imagens disponíveis em revistas, pode atenuar o distanciamento do público infantil para com a arte, estimular a criatividade e o espírito crítico de forma bastante ampla.

Utilizada há muito como ferramenta didática nas escolas, com os graves problemas ambientais contemporâneos, a colagem ganha outra importante função: a de auxiliar na conscientização a cerca da importância da reutilização e da reciclagem dos materiais.




Oficinas - metodologia

Sempre de forma lúdica, o artista fala da importância da arte em nossa vida (sensibilidade – criatividade – externar de emoções), ensina o básico da técnica de colagem e apresenta obras de grandes mestres da pintura do Brasil e do mundo, sugerindo uma visão crítica. Na terceira etapa do projeto o tema central é A Arte de Observar.



O artista propõe que os participantes produzam releituras empregando a técnica da colagem, em papel cartão (15cm x 15cm), mesclando imagens das obras célebres (reproduções em papel couchê) e recortes de revistas.





Obras já apresentadas no Projeto Artistas do Futuro

Etapa 2017 – Aprendendo a observar - Auto retrato – Frida Kahlo, Retrato de Marilyn Monroe – Andy Warhol, O filho do homem – René Magritte, Fita de Moebius II (Formigas) – Maurits Cornelis Escher, Gato azul – Aldemir Martins.

1° etapa (2013): Mona Lisa – Leonardo da Vinci, O retrato de Dora Maar – Pablo Picasso, Meninos brincando – Cândido Portinari, Barco com bandeirinhas e pássaros – Alfredo Volpi, Morro da favela – Tarsila do Amaral 

2° etapa (2014 e 2015): Rosa e azul – Pierre Auguste Renoir, Auto retrato – Vincent Van Gogh, A dança – Henri Matisse, Persistência da memória – Salvador Dalí, O violeiro – Almeida Junior. 


Contato com Silvio Alvarez














sábado, 5 de novembro de 2016

Colagem - Matéria da Revista Kalunga destaca o trabalho do Artista plástico Silvio Alvarez




A edição de outubro da Revista Kalunga traz reportagem a respeito da minha história de vida e do meu trabalho de colagem, intitulada “Silvio, Mãos de Tesoura”.

No dia 26 de setembro de 2016, recebi o Diretor de Redação da Revista Kalunga, Manoel Dorneles,  no Hotel Tuilp Inn, em São Paulo. Em um longo bate-papo, que durou mais de 3 horas, narrei toda a minha história de vida, falei do Projeto Artistas do Futuro e da exposição que iria ocorrer no Conjunto Nacional.





A matéria nasceu de um telefonema que dei apresentando o meu trabalho à redação. Fiquei bastante à vontade em entrar em contato, pois sou cliente da Kalunga há alguns anos. Todo o material que utilizo em meus projetos é comprado na Kalunga, em sua loja virtual.

Muito se fala da dificuldade que nós artistas temos de acesso à mídia, mas neste caso fui atendido prontamente e com grande interesse na pauta por parte de seu Diretor de Redação, Manoel Dorneles.

Confira a matéria na edição de outubro da Revista Kalunga – páginas 38 a 41.
http://www.revistakalunga.com.br/

terça-feira, 14 de junho de 2016

Projeto Artistas do Futuro - releituras, a Colagem a serviço da arte educação




Há alguns anos tomei contato com o trabalho desenvolvido pela professora de artes Simone Santiago, da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Na ocasião a professora desenvolveu com seus alunos a proposta de releituras digitais de obras célebres. Foi o trabalho da professora Simone que me trouxe a inspiração para a criação do projeto Artistas do Futuro.  



Na mesma época, ao realizar uma oficina para professores, uma participante desenvolveu um trabalho na linha da pop art e quis saber mais do se tratava, pois desconhecia o movimento artístico. 

Raciocinei a respeito da realidade brasileira no ensino da arte e, apesar do esforço de muitos professores, concluí que a grande maioria dos alunos chega ao ensino médio e à idade adulta desconhecendo a existência da Mona Lisa. 



Mais do que erudição a arte referencia a criança a enxergar o mundo com sensibilidade, a raciocinar, a criar, a desbravar horizontes além daqueles referenciados pelos seus pais ou por seu meio social e cultural.   

A partir dessas inspirações criei o Projeto Artistas do Futuro, desenvolvido em escolas públicas brasileiras com apoio espontâneo de empresas ou por intermédio de Leis de Incentivo. Voltado a crianças e jovens, da pré-escola ao ensino médio, o projeto acontece nas próprias salas de aula. Em uma oficina com duração de duas horas, com público médio de 30 alunos, apresento 5 obras célebres e proponho a seguir a produção de releitura em colagem de uma das obras, empregando recortes de revistas e uma reprodução fotográfica do quadro escolhido. 




Muito se questiona a validade de se propor a produção de releituras no ensino da arte. Acredito que o que pode fazer total diferença é a forma e a profundidade com que se apresenta a obra ao aluno previamente. Na apresentação das obras, opto sempre pelo caminho da ludicidade, seja qual for a faixa etária do aluno. A meu ver a arte deve referenciar a criança ou o jovem relacionada à algo prazeroso, divertido. Vejo também que, quando não há o estudo da arte com profundidade no currículo regular, a releitura oferece a oportunidade de se tomar contato com a arte de forma mais próxima, rompendo fronteiras, distanciando o aluno do conceito de que arte é para poucos e que deve permanecer inviolável entre as paredes dos museus. 

Penso que certos questionamentos a respeito do emprego das releituras em sala de aula deveriam ser deixados de lado no Brasil até que outras prioridades educacionais fossem supridas. Neste momento, todo contato com a arte proporcionado ao aluno, seguindo os critérios básicos,  pode desencadear seu interesse pela pesquisa e, por conseqüência, fazê-lo desbravar o universo da arte, este já sabedor de sua importância. Questionar a utilização de releituras na arte educação, a meu ver, é semelhante de se inquirir a respeito da validade dos gibis para o estímulo à leitura, eles sozinhos não são de fundamental valia, mas podem ser muito importantes para que a criança adquira o hábito da leitura para toda a vida. 




Nas minhas oficinas do projeto Artistas do Futuro, antes de apresentar as obras e seus autores, procuro transmitir conceitos que contextualizam a arte no dia-a-dia de todo ser humano. Sempre por intermédio de dinâmicas lúdicas, questiono o porquê do homem das cavernas já rabiscar paredes, apresento a arte como um dos meios de sensibilização e do desenvolvimento da criatividade, trato também da arte antes e depois da fotografia, além de outros conceitos que possam aproximar a expressão artística do cotidiano do aluno. Na pré-escola ainda cito os vários tipos de arte que existem. Creio que o mais importante neste processo da releitura é a possibilidade do contato do aluno com o universo criativo de cada artista. Sem falar, é claro, na conscientização ambiental, ao estimular a reciclagem dos materiais por meio da técnica de colagem, reaproveitando revistas usadas.  


“Sou como as crianças da escola. A página em branco está bem escrita, mas, de repente... Um borrão! Ainda sigo nos borrões... E tenho 40 anos”.  Pierre-Auguste Renoir 

O projeto Artistas do Futuro é realizado em três formatos, independentes ou seqüenciados, cada um deles com 5 obras e 5 pintores diferentes. 

No primeiro, ideal para a pré-escola ao 3° ano, apresento: Mona Lisa – Leonardo da Vinci, O Retrato de Dora Maar – Pablo Picasso, Morro da favela – Tarsila do Amaral, Barco com bandeirinhas e pássaros – Alfredo Volpi e Meninos brincando – Cândido Portinari.  





No segundo, apresento: Rosa e Azul – Pierre-auguste Renoir, Os girassóis – Vincent Van Gogh, A dança  - Henri Matisse, Persistência da memória – Salvador Dalí e O violeiro – Almeida Junior.





No terceiro, ainda em elaboração, serão apresentadas obras dos seguintes artistas: René Magritte, Frida Kahlo, Andy Wahrol, Maurits Cornelis Escher e Aldemir Martins. 





Depois de falar a respeito da importância da arte em nossas vidas, apresento as cinco obras e falo dos seus autores, a criança escolhe um dos quadros mencionados, aquele com que mais se identifica, e recebe uma reprodução fotográfica 15 x 10 cm em papel couchê, e, busca nas revistas imagens com o conceito a ser alcançado em sua releitura.  O material é cola branca, pincel, tesoura e a base empregada para a produção é o papel cartão colorido 15 x 15 cm - 240 gramas. O papel cartão colorido para a escolha de uma cor específica é importante, sobretudo, para alunos da pré-escola até o 1° ano, pois nesta faixa etária deixo livre a proposta da textura de fundo e as crianças utilizam na composição a cor escolhida da base. 

Cerca de 8 mil crianças e jovens já participaram das oficinas do projeto Artistas do Futuro e o resultado é sempre maravilhoso. Os alunos se divertem a valer e trazem o seu cotidiano para as composições. Para os professores das salas atendidas abre-se um caminho gigante de pesquisa para as aulas em praticamente todas as disciplinas. 



Para prosseguir, o projeto Artistas do Futuro necessita sempre do apoio de empresas ou pessoas interessadas, que podem ocorrer de forma espontânea ou por intermédio de leis de incentivo. Entre em contato e tenha maiores informações. Em 2015, de forma espontânea, quem abraçou o projeto foi a Henkel (colas Pritt e Cascorez) por intermédio do Programa Make an Impact on Tomorrow - MIT. Em 2016, o projeto, por intermédio da lei de incentivo PROAC - ICMS os patrocinadores são Lojas Tanger, Móveis Província e Margírius.  

Abaixo trabalhos de alunos que participaram das oficinas do projeto Artistas do Futuro









Contato com Silvio Alvarez

www.silvioalvarez.com.br 

silvioalvarez@uol.com.br