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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Professora Juliana Sena, do Colégio Integrado, de Campo Mourão – Paraná realiza oficina de colagem baseada na teoria de Fernando Fuão e inspirada em trabalhos de Picasso e Silvio Alvarez. Mostra Científica e Cultural Colégio Integrado



De tudo o que acontece na minha carreira, talvez o que mais me emociona seja ver o meu trabalho em livros didáticos e ao verificar professores levando a informação das oficinas para a sala de aula. Desta vez aconteceu com a Professora Juliana Sena, do Colégio Integrado, de Campo Mourão – Paraná. Juliana participou de minha oficina realizada no Shopping Estação, em Curitiba, e propôs a colagem aos seus alunos também inspirada na leitura de “A collage como trajetória amorosa”, do amigo Fernando Fuão. 


Obrigado professora Juliana! Aos alunos do Integrado um superabraço do Silvio Alvarez. Quem sabe um dia eu não esteja aí com vocês. 

“O Colégio Integrado de Campo Mourão – Paraná, realiza anualmente sua Mostra Científica e Cultural, expondo trabalhos realizados pelos alunos no decorrer do ano letivo. Com os 9° anos, trabalhei no segundo bimestre movimentos artísticos como Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo, seus conceitos, características e técnicas e artistas. 

Ao trabalharmos a prática, ampliamos o significado de colagem, acolhendo a teoria de Fernando Fuão, conjugando o verbo imaginário “colegar”, ou seja, fazer com que as imagens antes separadas, fossem unidas fazendo surgir uma nova mensagem. A ideia proposta foi a fragmentação de imagens sem desagregar significados, mas juntando-as conscientemente para que a nova definição surgisse transformando os elementos em uma conjugação visual totalmente artística e reveladora. Durante as aulas os alunos analisaram imagens de obras de Picasso e do artista plástico brasileiro Silvio Alvarez, podendo assim, agregarem conhecimento para dar asas a imaginação”.

Profa. Juliana Sena

Trabalhos produzidos pelos alunos da Professora Juliana Sena 







Contato com o artista plástico Silvio Alvarez


sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Collage como Trajetória Amorosa – livro de Fernando Fuão – A arte da colagem – expressão artística


Devido à distância (ele mora em Porto Alegre e eu em Joanópolis – São Paulo) ainda não conheço Fernando Fuão pessoalmente, mas esse detalhe não impediu que déssemos início a uma amizade muito legal. Uma amizade daquelas que nascem quando encontramos alguém que também acredita nas mesmas coisas, que enxerga a vida de uma forma semelhante, que também viu o mesmo disco voador. 

Fernando Fuão é autor de A Collage como Trajetória Amorosa, leitura obrigatória para quem pretende conhecer e trabalhar com essa que considero a mais democrática das expressões artísticas. 



Fernando Freitas Fuão é collagista, arquiteto, doutor pela Escuela Tecnica Superior de Arquitectura de Barcelona, professor da Faculdade de Arquitetura e do Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

As idéias contidas no livro foram originadas dos estudos e investigações de Fernando Fuão, no período de 1985 a 1992, e culminaram na tese doutoral intitulada Arquitetura como Collage, desenvolvida na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. 



De certa forma inspirado por Roland Barthes e seu Fragmentos de um Discurso Amoroso, em A Collage como Trajetória Amorosa Fuão traça uma teoria da criação da collage a partir dos seus instrumentos e materiais: tesoura (recorte), cola, as figuras (fragmentos) e os encontros das figuras. 

Fuão acredita que há muito tempo vem se aceitando a ingênua e simplista definição de collage como um procedimento que cola pedaços de papel ou qualquer tipo de material sobre um suporte ou quadro. Segundo o autor esta generalização provocou uma depreciação do termo e por conseqüência um esvaziamento poético enquanto forma de representação. 


Para o autor a collage é um processo de produção de novos objetos e figuras já existentes. É um procedimento que tem seu produto originário da fusão associativa de formas e idéias, sendo um modo de deixar o mundo falar através de suas imagens, signos e fragmentos. É uma linguagem, uma conversa que grita contra as ordens das coisas, de seus conceitos e significados, de suas intolerâncias e preconceitos. É uma anti-linguagem, um linguagem de violação de códigos. 

Collage ou colagem? 

Em a Collage como Trajetória Amorosa Fernando Fuão apresenta a collage em seu sentido surrealista, de uma mudança, de uma transformação no significado das figuras e seres em oposição à expressão “colagem”, utilizada para designar todo e qualquer trabalho que resulta da aplicação do material colado num plano, onde sua ênfase recai no tratamento do material e não em uma linguagem, como sugeriu Sergio Lima. 



Para adquirir o livro A Collage  como Trajetória Amorosa entre em contato com Fernando Fuão pelos endereços de e-mail: